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Vendas do varejo crescem 1,6% em 2025, nono ano seguido de expansão

Por Diário do Comércio em 16/02/2026 06:37


O volume de vendas no comércio varejista recuou 0,4% em dezembro de 2025, na comparação com novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com o resultado mensal negativo, o setor fechou o ano passado com expansão de 1,6% nas vendas, tendo como parâmetro o resultado de 2024.

Pelos dados do IBGE, 2025 marcou o nono ano consecutivo de avanços nas vendas do varejo. Porém, na comparação com anos anteriores, o resultado foi mais fraco. Em 2024, por exemplo, a alta foi de 4,1%; em 2023, de 1,7%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,2% em dezembro, mas registrou leve alta, de 0,1%, no acumulado do ano.

Segmentos - No ano passado, sete das onze atividades acumularam ganhos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Quatro atividades terminaram 2025 com perdas em relação a 2024: Veículos e motos, partes e peças (-2,9%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e Material de construção (-0,2%).

Revisão - O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo ampliado em novembro ante outubro, de uma alta de 0,7% para uma elevação de 0,6%. No varejo restrito, a taxa de novembro ante outubro foi mantida em alta de 1,0%.

Força da Black Friday

A queda de 0,4% no comércio varejista brasileiro em dezembro ante novembro foi decorrente de "uma Black Friday mais forte do que o Natal" no comércio no ano de 2025, avaliou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Eventualmente, nas promoções de novembro no varejo, você consegue também fazer as compras para o Natal", apontou o pesquisador, sugerindo um movimento de antecipação de compras.

O recuo no volume vendido em dezembro sucedeu o pico histórico de vendas em novembro de 2025, adicionando assim o desafio de superar uma base de comparação bastante elevada, lembrou Santos. "Dezembro tem efeito base (de comparação elevada). Novembro era o pico da série, é mais difícil conseguir mais crescimento em volume", disse Santos. "Temos fatores que contribuíram para o crescimento do comércio diante de uma base de comparação já alta. O varejo vinha de um ano muito forte em 2024", lembrou.

Entre os impulsos ao consumo no varejo, o pesquisador mencionou o mercado de trabalho aquecido, com aumento no emprego e a massa de renda em alta, além da expansão do crédito à Pessoa Física. Outros elementos que ajudaram no desempenho positivo do varejo em 2025 foram a trégua da inflação em alguns meses do ano e a desvalorização do dólar ante o real, com impacto, sobretudo, na atividade de equipamentos de informática e comunicação.

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